Simplicidade fotográfica marca exposição de Masao Yamamoto
Com três séries distintas de fotografia,
mostra exposta no Museu Oscar Niemeyer traz cenas do cotidiano que passam
despercebidas
Com imagens realizadas entre 1989 e
2016, está em exposição no Museu Oscar Niemeyer “O Sensei das Imagens
Pequenas”, de Masao Yamamoto. Divididas em três séries distintas, “A Box Of
Ku”, “Nakazora” e “Kawa = Flow”, a mostra traz fotografias que representam
partes do corpo humano, animais e a natureza em que vivem. Além das fotos, que
são réplicas das verdadeiras, uma vez que estas são pequenas e chegam a caber
na palma da mão, a mostra possui caixas-poemas e livros-objetos.
Ao
consumir a mostra de Yamamoto, concluímos que a presença das três séries
distintas faz com que a quantidade de assuntos fotografados sejam maiores,
sendo assim, somos capazes de analisar mais trabalhos do fotografo. Mesmo
distintas, as três séries fotográficas são capazes de trazer algumas
semelhanças, uma delas é o cuidado do artista ao representar determinadas
formas. Mesmo com tons parecidos, por exemplo, uma ave branca em um céu branco,
Yamamoto é capaz de demonstrar o limite de um e o início do outro.
Com muitos trabalhos em preto
e branco e priorizando os tons mais claros, as fotografias expostas são capazes
de fazer as pessoas pararem e analisar os pequenos detalhes que passam
despercebidos na vida. Em relação aos tons escuros, quando usados, em pouca
quantidade, procuram destacar pequenos detalhes dentro da fotografia.
Silhueta de um corpo humano.
Animais em seu habitat. Pássaros que voam em um céu claro, coberto de nuvens.
Cenas, muitas vezes típicas, mas que apenas prendem atenção das pessoas quando
expostas em um local.
Mesmo
com poucos conteúdos enquadrados, como por exemplo, apenas uma pessoa ou apenas
um animal, as fotografias são capazes de nos trazer muita informação. O uso de
fotografias sobrepostas, ou seja, dois cliques realizados em momentos
diferentes, mas representados na mesma imagem, são capazes de respeitar a
delicadeza das fotografias e não se tornar algo pesado de se analisar.
Ao analisar toda a exposição,
percebe-se que o nome “Imagens Pequenas” apenas se relaciona ao tamanho das
fotografias, uma vez que estas são capazes de carregar grandes significados,
tanto para quem tirou, quanto para quem as vê.
A mostra ainda traz um vídeo
que apresenta como foram realizadas as fotografias do autor. Com ele
conseguimos analisar como Yamamoto foi capaz de trabalhar as cores do ambiente
em suas fotografias. O ambiente da exposição consegue seguir a simplicidade e a
delicadeza do material apresentado.
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